Tema central
NUSO Nº 2021 / Agosto - Setembro 2021

Amigos íntimos, vizinhos distantes? Andrés Manuel López Obrador e Donald Trump

A relação entre Andrés Manuel López Obrador e Donald Trump esteve longe de ser traçada por um anti-imperialismo linear. Contra as previsões e o clima das campanhas, ela inclusive encontrou um certo feeling entre ambos os mandatários. A tal ponto que a mudança de governo e das visões geopolíticas da nova dupla Joseph Biden-Kamala Harris no país vizinho do norte introduz certas dúvidas sobre as relações futuras. 

Amigos íntimos, vizinhos distantes?  Andrés Manuel López Obrador e Donald Trump

Na única viagem realizada pelo presidente Andrés Manuel López Obrador (amlo) ao exterior até agora em seu governo, ele visitou Donald Trump na Casa Branca. Ali, em julho de 2020, o mandatário mexicano afirmou que, na história das relações entre os dois países, houve momentos em que os Estados Unidos e o México foram amigos íntimos e outros em que foram vizinhos distantes, recuperando o famoso título de Alan Riding1. A relação entre López Obrador e Trump e entre o México e os eua, nos dois últimos anos, poderia ser narrada com base nesses dois modelos de vizinhança. O vínculo começou sendo muito positivo e, no final, parece ter desembocado em uma aspereza que deverá ser enfrentada pelo governo de Joseph Biden e Kamala Harris.A chegada do primeiro político de esquerda à Presidência do México desde o mítico governo de Lázaro Cárdenas na década de 1930 gerou grandes expectativas quanto à possibilidade de desenvolver políticas de contenção da hegemonia dos eua na América Latina e no Caribe, especialmente frente a um governo encabeçado por um político como Trump, que não escondia seu desprezo pelas nações latino-americanas e caribenhas. Não poucos, especialmente na esquerda latino-americana mais interessada nos contrapesos geopolíticos, associada à Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (alba) e no Foro de São Paulo, e mais tarde articulada em torno do Grupo de Puebla, viram no triunfo de López Obrador a oportunidade de que o México abandonasse a tradicional posição de «bom vizinho» herdada da Guerra Fria2.A história do presente frustrou aqueles desejos, embora também seja certo que, na ala bolivariana da esquerda regional, houve uma inicial percepção positiva do isolacionismo trumpista3. O governo de López Obrador não apenas aprofundou o paradigma da integração com os eua e o Canadá em uma zona de livre comércio da América do Norte redefinida pela administração Trump em um sentido mais claramente oposto à Ásia, à Europa e a outras regiões do planeta, mas também levou a colaboração com Washington em matéria de retenção migratória a patamares mais altos que os predominantes naquele que o próprio López Obrador chama de «período neoliberal», ou seja, entre os mandatos de Carlos Salinas de Gortari e Enrique Peña Nieto. Nas próximas páginas, tentaremos reconstruir, em termos gerais, a relação bilateral entre os eua e o México durante o último período do governo de Trump e o primeiro de López Obrador. No final do trajeto, esboçaremos alguns dos dilemas que se abrem com o início da nova administração Biden-Harris, em meio a evidentes tensões em termos de migração, segurança, combate ao narcotráfico, meio ambiente e outros temas da agenda bilateral.

Amigos íntimos

Em 2017, López Obrador, então candidato à Presidência do México, realizou uma viagem pelos eua, onde se reuniu com diversas comunidades mexicano-estadunidenses. A campanha de amlo buscava atrair o voto daquelas comunidades, mas também capitalizar a rejeição gerada pelo discurso abertamente racista e xenófobo de Trump. As ideias do candidato sobre a necessidade de abandonar o projeto do muro fronteiriço e flexibilizar os controles migratórios se refletiram no livro Oye, Trump (2018), com prólogo e epílogo de dois conhecidos intelectuais da esquerda nacionalista revolucionária mexicana: Pedro Miguel e Elena Poniatowska4. Partindo da tese de que, durante o período neoliberal, o México havia se transformado em um «Estado pollero», em alusão a aqueles que cobram, enganam e, eventualmente, abandonam os migrantes no cruzamento da fronteira, o livro defendia as comunidades migratórias como agentes do desenvolvimento nacional e rechaçava de forma contundente o muro e as deportações indiscriminadas. À medida que as eleições se aproximavam, a questão migratória e a possível articulação de uma diplomacia anti-Trump começaram a perder impulso na campanha de López Obrador. Em um segundo livro, 2018. La salida (2017), onde seu programa de governo foi refletido mais plenamente, os temas de política exterior estavam ausentes, mas falava-se da necessidade de aperfeiçoar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (tlcan) por meio de acordos complementares que permitissem superar a desvantagem do México em relação à China e a outros países do Sudeste asiático5.Um dos primeiros gestos em política exterior de López Obrador foi uma carta amistosa a Trump, enviada por meio do secretário de Estado Mike Pompeo, que visitou o México pouco após as eleições. O mandatário mexicano convidava seu homólogo estadunidense a iniciar uma nova etapa de entendimento bilateral, que girasse em torno da renegociação do tlcan sem relegar temas como a migração e a segurança6. amlo observou que entre ele e Trump havia algumas semelhanças, como a capacidade de ganhar eleições e de cumprir a palavra uma vez no poder, o que lhes permitiria chegar a acordos importantes. Quando López Obrador começou a governar, Trump intensificava seus ataques contra o México e os mexicanos, como parte de sua campanha para a reeleição de 2020. Em maio de 2019, o presidente dos eua anunciou um aumento de tarifas que justificou com a ideia de que o México se aproveitava do vínculo com seu vizinho do norte. O mandatário mexicano enviou então uma segunda carta a Trump, na qual rejeitava as medidas coercitivas e chamava de «falácia» o lema «America First» [eua primeiro]7. Naquela missiva, no entanto, de 30 de maio de 2019, López Obrador anunciava uma delegação de alto nível, liderada pelo chanceler Marcelo Ebrard, para encontrar uma solução ao conflito migratório gerado pelas caravanas provenientes da América Central.Nas reuniões do chanceler mexicano com a equipe de Trump, nas quais exerceu um papel protagonista Jared Kushner, genro do presidente, decidiu-se acelerar a assinatura de um novo acordo de livre comércio, o Tratado entre México, eua e Canadá (tmec), e afinar o entendimento com os eua em matéria migratória.A política migratória restritiva de Trump encontrou respaldo no governo de López Obrador, com medidas como a maior vigilância militar da fronteira sul com a Guatemala e a repatriação de migrantes centro-americanos. No verão de 2019, a Guarda Nacional havia multiplicado seus efetivos nos pontos fronteiriços para impedir a passagem das caravanas provenientes do Triângulo Norte da América Central8.O chanceler Ebrard realizou mais duas viagens a Washington entre o final de 2019 e o início de 2020, a fim de articular uma espécie de quid pro quo entre a contenção migratória e a regeneração do acordo de livre comércio. Na primavera de 2020, quando tinha início a crise econômica e sanitária provocada pela pandemia de covid-19, o entendimento já havia tomado forma. Durante aquele primeiro ano de governo, López Obrador falou cerca de oito vezes por telefone com Trump, uma delas após a operação do Exército mexicano em Culiacán contra a mobilização militar do cartel de Sinaloa, que provocou a breve detenção de Ovidio Guzmán, filho de El Chapo9.Enquanto era construído o acordo entre amlo e Trump, as declarações públicas do magnata de Nova York contra o México e os mexicanos não cessaram. No entanto, López Obrador sempre sustentou que o presidente americano tratava o México com respeito. O maior contraste ocorreu nos dias anteriores e posteriores à viagem de López Obrador a Washington, quando ele se reuniu com Trump na Casa Branca, em julho de 2020. Naquelas semanas, este último não deixou de tuitear sobre o muro fronteiriço, que segundo ele seria pago pelo México, e sobre o que considerava como baixa qualidade moral dos migrantes mexicanos. Mas López Obrador afirmou em seu discurso no Jardim das Rosas da Casa Branca que, «em vez de ressentimentos para com sua pessoa, e, o que é mais importante, para com seu país», havia recebido de Trump «compreensão e respeito»10. Também disse que Trump não havia tratado o México como colônia, que havia respeitado a soberania nacional mexicana, que em seu tratamento ao vizinho do sul não tinha se guiado pela Doutrina Monroe, e sim pela Doutrina Washington, e que a relação entre ambos os mandatários podia ser como a que mantiveram Benito Juárez e Abraham Lincoln no século xix. Não só isso: durante sua intervenção, López Obrador falou em nome da América do Norte como região à qual o México estava integrado, e fez um apelo para combater a redução vivida pela economia da região, frente a outros rivais como a China, em matéria de déficit comercial e perda de peso na economia mundial, de 40,4% em 1970 para 27,8% em 2020.

Vizinhos distantes

Em um país com uma tradição de esquerda anti-imperialista, que durante a Guerra Fria se opôs ao entendimento entre o nacionalismo revolucionário e os eua, não deixa de ser paradoxal a boa relação de López Obrador com um dos mandatários mais conservadores e racistas da história estadunidense. Com uma naturalidade assombrosa, a esquerda mexicana partidária do bloco bolivariano defendeu, com algumas exceções, a aliança entre amlo e Trump com argumentos perfeitamente neorrealistas. A relação com os eua era prioritária para o projeto econômico da Quarta Transformação, de modo que o bom tratamento deveria ser preservado, ainda que negando a evidência dos insultos de Trump contra o México. O jornal La Jornada, veículo emblemático da esquerda mexicana, que apoia de maneira inequívoca os governos de Nicolás Maduro na Venezuela e Miguel Díaz-Canel em Cuba e admite certas críticas a Daniel Ortega na Nicarágua, publicou em 9 de julho de 2020 um editorial que resume a aposta do progressismo oficial nesse campo. Afirma-se ali que o presidente López Obrador havia pronunciado um discurso «substancioso e equilibrado» na Casa Branca e que essa era a melhor forma de conter os «tons ofensivos que Trump havia empregado contra os mexicanos e a impertinente interferência cometida por seus antecessores no cargo»11. Ao mesmo tempo em que atribuía a ingerência aos «antecessores» de Trump, incluindo Barack Obama, e não ao próprio Trump, o editorial do La Jornada sustentava uma premissa do neorrealismo ortodoxo: entre os eua e o México existia uma «estrutura bilateral das mais complexas do mundo». Tal estrutura determinava, mais do que a interdependência, a integração entre os dois países, de modo que era preciso se relacionar com Trump do ponto de vista da «cordialidade e da soberania».A boa relação esteve ligada desde o início a uma amizade pessoal entre ambos os líderes que, do lado do México, traduziu-se em uma lealdade preservada até o final, como se pôde constatar com o adiamento inusual da felicitação a Biden para depois do pronunciamento do Colégio Eleitoral, em meados de dezembro de 2020.No entanto, por trás do bom tratamento, nos últimos meses de 2020 havia se escondido uma profunda tensão entre os dois governos, que se evidenciou com a captura do general Salvador Cienfuegos, ex-secretário de Defesa do México, no aeroporto de Los Angeles, em meados de outubro. Cienfuegos era investigado pela Administração de Controle de Drogas (dea) havia meses, por vínculos com cartéis da droga e lavagem de dinheiro, mas o governo de Trump não informou isto ao México; de fato, a notícia da detenção do general foi transmitida ao chanceler Ebrard pelo embaixador dos eua Christopher Landau12.Inicialmente, a reação de López Obrador foi aproveitar a prisão de Cienfuegos para validar a sua tese de que a corrupção no México havia sido generalizada nas administrações anteriores e que era possível falar de «narcogovernos» antes de sua chegada ao poder. A prisão de Cienfuegos, assim como a de Genaro García Luna, secretário de Segurança Pública do governo de Felipe Calderón, em território estadunidense, dava a razão à Quarta Transformação em sua denúncia da venalidade dos últimos governos do Partido Ação Nacional (pan) do Partido Revolucionário Institucional (pri).Em pouco tempo, aquela primeira reação precisou ser revista devido às contradições que acarretava com o discurso soberanista da política exterior de López Obrador e com sua oposição à estratégia da «guerra contra o narcotráfico». A prisão de um general do Exército, instituição que o governo estava transformando em um aliado central, e a extralimitação de funções da dea no território mexicano apresentavam o Movimento de Regeneração Nacional (Morena) e a Quarta Transformação como cúmplices do intervencionismo tradicional de Washington. Após a guinada na posição do governo de amlo sobre a detenção de Cienfuegos, na qual pesou claramente o mal-estar da alta hierarquia militar, o chanceler Ebrard iniciou esforços para extraditá-lo ao México13.Apenas um mês depois da detenção de Cienfuegos em Los Angeles, Washington o devolvia afirmando que temas sensíveis da relação bilateral com o México estariam em jogo em um processo judicial contra o general em Nova York. O governo mexicano, que havia celebrado a detenção, agora celebrava a extradição. A rápida correção de curso do caso de Cienfuegos ocorreu poucos dias após as eleições presidenciais dos eua, vencidas por Biden, embora Trump tenha decidido desconhecê-las, impugná-las e desqualificá-las como fraudulentas desde o princípio. Foi inevitável pensar que, ao não reconhecer Biden, López Obrador correspondia à decisão de Trump de extraditar Cienfuegos. Algo havia sido sensivelmente afetado naquele vínculo, apresentado dois anos antes como o início de uma nova era de amizade. No início de dezembro o partido no poder, Morena, apresentou na Câmara de Deputados um projeto de lei que limitava a quantidade de agentes estrangeiros autorizados a operar em território nacional e revogava sua imunidade14. Em Washington, o secretário de Justiça dos eua William Barr, poucas horas antes de apresentar sua renúncia a Trump, expressou seu mal-estar com a nova lei porque colocava em risco a colaboração entre os dois países em matéria de segurança.Quando López Obrador finalmente decidiu felicitar Biden pela vitória, o único ponto que destacou em sua mensagem foi o da migração15. Os outros grandes temas da relação bilateral, o livre comércio e a colaboração em matéria de segurança e combate ao narcotráfico, ficaram sob uma sombra muito evidente. O presidente mexicano também silenciou sobre outro ângulo do vínculo com o vizinho do norte que poderia se tornar conflituoso nos próximos anos: o meio ambiente e as energias limpas. Nesse ponto, o novo governo de Biden-Harris parece se mover no sentido contrário ao da aposta centralmente petroleira e extrativista do governo de amlo, ainda que, ao mesmo tempo, os candidatos tenham se mostrado ambivalentes durante a campanha com relação ao fracking em território estadunidense e se distanciado de propostas como a do Novo Pacto Verde da ala esquerda do Partido Democrata. As relações entre o México e os eua deverão passar por uma reformulação nos próximos anos, impulsionada pela perda de continuidade de políticas de Estado nos dois países. No México, está ocorrendo uma mudança profunda de expectativas e prioridades, assim como nos eua. A forte aposta feita pelo Governo de López Obrador em um vínculo preferencial com Trump foi contrariada pelo curso político dos eua, e para o México impõe-se um redesenho de sua interpretação do vizinho.

Depois de Trump

O governo de López Obrador chega à metade de seu mandato em meio a uma profunda mudança de orientação da política doméstica e exterior dos eua. Com a saída de Trump da Casa Branca, certas guinadas da errática diplomacia republicana serão interrompidas bruscamente. Biden recomporá as relações com a União Europeia, a China, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (otan) e a Organização das Nações Unidas (onu), regressará ao Acordo de Paris e retomará a normalização diplomática com Cuba. Provavelmente, os democratas retomarão o acertado enfoque de diferenciar as políticas em relação a Venezuela, Nicarágua e Cuba, o que terá um automático efeito de distensão regional, em especial na América Central e no Caribe.Paradoxalmente, essa distensão, em uma zona tão próxima do México, poderia acumular mais conflitos do que harmonias para o governo de López Obrador. Ao contrário de Trump, que englobou os regimes de Maduro, Ortega e Díaz-Canel em um pequeno «eixo do mal», Biden dará um tratamento diferente a cada governo, reforçando certamente a colaboração com a América Central para desincentivar a emigração. Tal reorientação diplomática dos democratas poderia voltar a conferir centralidade aos temas de direitos humanos nessa região da América Latina, sem excluir o México, o que geraria tensões com o governo de López Obrador. A equipe formada pelo novo secretário de Estado, Antony Blinken, provém de uma tradição diplomática de forte ativismo em matéria de «promoção da democracia» no Leste Europeu e no Oriente Médio. Não seria estranho que essa projeção, que no período da chancelaria de Hillary Clinton causou tantos atritos com os governos de Hugo Chávez, Nicolás Maduro e Rafael Correa, volte a provocar conflitos com setores da esquerda regional. Qualquer desencontro entre os governos de Biden e amlo seria capitalizado por essa esquerda do ponto de vista de uma velha argumentação soberanista, que oculta seu renovado pragmatismo. O paradoxo poderia chegar a um ponto em que o governo de Trump seja mais confortável para López Obrador do que o de Biden. Não deixa de ser relevante que na classe política mexicana, incluindo a do partido da situação, exista uma percepção bastante negativa não apenas de Hillary Clinton, mas também de Obama, que, em outros territórios da esquerda latino-americana, como o cubano pró-abertura, é visto como o único presidente que tentou uma reformulação do vínculo bilateral com claras vantagens comparativas para a ilha. No México, Obama representa, ao contrário, duas políticas desastrosas: a guerra contra o narcotráfico e as deportações em massa.A volta à normalização diplomática com Cuba será muito bem recebida por grande parte da comunidade de nações latino-americanas e caribenhas. A política do embargo comercial estadunidense não tem apoio, nem sequer entre os governos de direita da região. Entretanto, qualquer tentativa de retomar o restabelecimento de relações com Havana, acompanhado de um aumento da pressão sobre a Venezuela, a Nicarágua ou a própria Cuba para que esses regimes abram o jogo democrático, ampliará as possibilidades de impugnação da hegemonia dos eua. A incógnita sobre o lugar do México nessas redes contra-hegemônicas da esquerda latino-americana, que o Grupo de Puebla tentou desvendar há dois anos, permanece intacta. Se no período final do governo de López Obrador o vínculo com o governo de Biden se mantiver em bons termos, o cenário de uma incorporação do México ao que resta da corrente bolivariana, tão desejada ou temida do ponto de vista dos centros de poder das esquerdas e direitas da região, inevitavelmente se desvanecerá.

  • 1.

    Rafael Rojas: é um historiador cubano residente no México. Seu último livro é La polis literaria. La Revolución, el boom y la Guerra Fría (Taurus, Barcelona, 2018). É professor e pesquisador do Centro de Estudios Históricos de El Colegio de México. Palavras-chave: anti-imperialismo, migração, narcotráfico, Andrés Manuel López Obrador, Donald Trump.Nota: a versão original deste artigo foi publicada em espanhol em Nueva Sociedad No 291, 1-2/2021, disponível em www.nuso.org. Tradução de Eduardo Szklarz.. A. Riding: Vecinos distantes. Un retrato de los mexicanos, Joaquín Mortiz, Cidade do México, 1985.

  • 2.

    Eric Zolov: The Last Good Neighbor: Mexico in the Global Sixties, Duke up, Durham, 2020.

  • 3.

    R. Rojas: «Desconexiones de la izquierda bolivariana» en Nueva Sociedad No 275, 5-6/2018, disponível em www.nuso.org.

  • 4.

    A.M. López Obrador: Oye, Trump. Propuestas y acciones en defensa de los migrantes en Estados Unidos, Planeta, Cidade do México, 2017. No título ressoa o livro Escucha, yanqui, de Charles Wright Mills, sobre a Revolução Cubana (1961).

  • 5.

    A.M. López Obrador: 2018. La salida. Decadencia y renacimiento de México, Planeta, Cidade do México, 2017.

  • 6.

    D.M. Pérez: «López Obrador a Trump: ‘Ambos sabemos cumplir lo que decimos’» em El País,23/7/2018.

  • 7.

    «Los problemas sociales no se resuelven con impuestos; no me falta valor: amlo» em La Jornada, 31/5/2019.

  • 8.

    Lidia Arista: «Guardia Nacional ha desplegado 21.000 elementos para contener la migración a Estados Unidos» em El Economista, 20/7/2019.

  • 9.

    «amlo y Trump, una amistad vía cartas, llamadas, tuits y enviados» em Expansión, 7/7/2020.

  • 10.

    «El discurso completo de amlo junto a Trump en la Casa Blanca» em Animal Político, 8/7/2020.

  • 11.

    «amlo en eu: mensaje equilibrado» em La Jornada, 9/7/2020.

  • 12.

    Elena Reina: «Detenido en eu jefe del Ejército del gobierno de Enrique Peña Nieto» em El País, 16/10/2020.

  • 13.

    Pablo Ferri: «El caso Cienfuegos, un reto para el maltrecho sistema judicial en México» em El País, 19/11/2020.

  • 14.

    Alejandro Caballero: «Diputados aprueban la reforma que pone límites a agentes extranjeros» em Proceso, 15/12/2020.

  • 15.

    «López Obrador felicita a Biden; espera relación de amistad y respeto» em La Jornada, 16/12/2020.

Este artículo es copia fiel del publicado en la revista Nueva Sociedad 2021, Agosto - Setembro 2021, ISSN: 0251-3552

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