Tema central

A política dos muitos

Pode-se pensar em um elemento comum para as diversas manifestações que, ao redor do planeta, desenharam um mapa de protestos na última década? Quando as lutas superam verdadeiramente os limites dinâmicos impostos por este novo poder que Michel Foucault denominou de neoliberalismo? Tais aparições multitudinárias conseguem prefigurar elementos constituintes de uma teoria política não neoliberal? O artigo chama essa forma heterogênea de aparição pública de «política dos muitos», na medida em que são fenômenos que extrapolam a individualização neoliberal, abrem a pergunta pelas subjetividades políticas em jogo e dão visibilidade a elementos concretos para a crítica do capitalismo em sua fase neoextrativa.

A política dos muitos